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Doença de Parkinson e Alimentação

A degeneração de certas células do cérebro responsáveis pela secreção de dopamina encontrada principalmente na estrutura cerebral denominada “substância negra”, resulta em uma doença crônica e progressiva denominada Parkinson. A Doença de Parkinson é caracterizada por tremor de repouso, rigidez, distúrbios de marcha, alterações posturais, bradicinesia (lentidão dos movimentos). O desenvolvimento da Doença de Parkinson pode-se dar pela exposição ambiental, toxinas, infecções, envelhecimento e trauma. Menos de 10% dos casos são de origem genética.(1, 2)
A levodopa é a principal droga utilizada no tratamento da doença, substituindo a dopamina perdida. Como a levedopa é absorvida no intestino delgado devemos ressaltar a importância da dieta para não implicar em seu fracionamento químico e conseqüentemente menor quantidade da droga disponível para absorção. Portanto, deve-se adotar uma dieta com baixa ingestão de proteína (0,8 g/kg de peso corporal), com maior quantidade de carboidratos, responsáveis pelo aumento de insulina, melhorando o transporte da levodopa para o cérebro. Estudos recentes vêm relacionando o consumo de alimentos de origem animal com o aumento de 5,3 vezes do risco de Parkinson, provavelmente pelo acúmulo de produtos tóxicos, gordura saturada e ácido araquidônico.
Ressaltando que a carne vermelha é a maior fonte de metionina, aminoácido precursor da homocisteína. A associação do aumento desse aminoácido com a gravidade das doenças neurológicas vem sido demonstrada em vários estudos pelo fato da homocisteína ser neurotóxica causando uma atrofia cerebral.(3, 4, 5, 6)

Algumas orientações nutricionais são recomendadas na Doença de Parkinson, como;

  1. Refeições regulares para auxiliar na digestão e absorção da medicação;
  2. Suplementos hipercalóricos devem ser consumidos quando a ingestão de alimentos for insuficiente para manutenção do peso ideal, devido ao aumento do gasto energético pelos movimentos involuntários e os efeitos colaterais da medicação;
  3. Dieta rica em fibras contendo cereais integrais, hortaliças, frutas frescas e secas, devido a terapia medicamentosa que pode ocasionar constipação;
  4. Priorizar alimentos de consistência branda, por facilitarem a deglutição, ora prejudicada pela secura na boca e dificuldades para engolir devido à medicação consumida;
  5. Oferecer líquidos com canudo caso os tremores estejam muito fortes;
  6. A suplementação de vitamina E, C e o selênio demonstraram reduzir a progressão da doença de Parkinson em alguns estudos científicos;
  7. Suplementos contendo vitamina B6 devem ser evitados no tratamento com levedopa, por prevenir sua absorção.(7)

A nutrição tem papel imprescindível no perfeito funcionamento do sistema nervoso central e na prevenção ou tratamento de doenças neurológicas.

Camila Casuccio de Almeida - Nutricionista CRN 13578

Referências Bibliográficas

  1. The National Parkinson Foundation, Inc 1996 – 2002.
  2. CUSCHING ML, TRAVISS KA, CALNE SM. Parkinson’s disease: implications for nutritional care. Can J Diet Pract Res 2002; 63(2): 81-7.
  3. LOGROSCINO, G. et al. dietary lipids and antioxidants in Parkinson’s disease: a population-based case control study. Ann Neurol; 39:89-94, 1996.
  4. KRUMAN, I.I.; CULMSEE, C.; CHAN, S.L. et al. Homocysteine elicits a DNA damage response in neurons that promotes apoptosis and hypersensitivity to excitotoxicity. J Neurosci; 20: 6920-36, 2000.
  5. HAJJAR, K, A. Homocysteine: a sulphurous fire. J Clin Invest; 107:663-664, 2001.
  6. SACHDEV, P. Homocisteína e transtornos psiquiátricos. Rer Bras Psiquiatr; 26(1):50-56, 2004.
  7. JUZWIACK, C.R; RIDEL C.L. A nutrição e a doença de Parkinson. Nutrição Saúde e Performance; 19: 50-51, 2003.

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